Dado que o “casamento” gay nunca existiu na História (e que se saiba, também não existiu na pré-história) não se pode argumentar contra a interdição do “casamento” gay, porque uma coisa que nunca existiu antes de José Sócrates não pode, por definição, ser interdita.
Mais cedo que tarde, o “casamento” gay irá ser anulado em Portugal. É uma questão de tempo. Haverá choro e ranger de dentes, e provavelmente violência, mas tudo isso é produto da dialéctica ideológica e política homossexualista que substituiu, de forma irracional e enviesada, os conceitos de homem e de mulher pelos conceitos de heterossexual e homossexual.
A espécie humana é composta por homens e mulheres, e não por heterossexuais e homossexuais.
Aliás, a palavra “heterossexual” é um pleonasmo, uma redundância lógica [como é um pleonasmo dizer “homem humano”, ou “ cão canino”, etc.]. Não existem “casais heterossexuais”; em vez disso, existem “casais heterossexuados”, porque o ser humano é, desde a sua origem, sexuado, na medida em que provém da união das diferenças entre os dois sexos.
O sexuado remete para o feminino e para o masculino; o sexual remete para um comportamento. Ser sexuado [“sexo” vem do latim secare que significa “separar”, “dividir”] é estar separado, dividido, relativamente ao outro sexo. “Sexo” quer dizer “diferença”; por isso, pertencer a um género e não a chegar a desejar eroticamente o outro género é uma situação de carência [não é uma situação normal].